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Blog de Evaldo Bazeggio
 


Intolerância

A massa é burra
Quem conhece estratégias de massa de manobra sabe que a turba é burra.

Resistí muito a comentar o assunto da estudante Glaisy Arruda, que foi hostilizada na UNIBAN (Universidade Bandeirante) no dia 22 de outubro. Estava de vestido curto. Agora foi expulsa da escola. Era vítima, virou ré. Lendo hoje a nota publicada pela escola em jornais de grande circulação (gastou uma grana com isso), fica evidente a incapacidade em administrar uma situação corriqueira em qualquer escola de adultos. A verdade é que homens e mulheres fazem um jogo permanente de sedução em busca de destaque, de amor e de sexo. Como professor universitário já ví um pouco de tudo. Algumas coisas eu presenciei, outras ouvi de colegas na sala dos professores. Entre os fatos que presenciei: uma aluna que vinha à aula de saia relativamente curta, sentava na primeira fila. Ficava bem à vontade para mostrar ao professor que estava sem calcinha. Outro caso de um aluno, militar da reserva, que vinha  com um revólver dentro da pasta. O curioso é que distribuía balas (doces) para todos. Jogava as balas com força e às vezes feria alguém. Entre as coisas que ouvi, um caso de aluna que assediava o professor (um gaúcho galã) e insistia diariamente que gostaria de algo mais além da sabedoria. Não sei se conseguiu. Não aprovo nada disso mas o ambiente universitário precisa saber lidar com esses fatos de uma forma tranquila. Alguns se espantam com a reação dos alunos no dia 22 na Uniban. eu não me assusto: a massa é burra. O efeito manada torna a todos irracionais, inconsequentes e desmiolados. Isso mesmo, sem miolos. Sem juizo. Cuidado com a turba. E o conselho universitário foi junto. Acabei de tirar a temperatura no twitter (21h32min). Em quatro minutos 347 mensagens contra a medida e uma mensagem defendendo.
Ainda cabe perguntar: Algum professor competente para aconselhar a escola no gerenciamento de crise? Essa escola tem curso de relações com o público, comunicação social, algo assim? 
Uma hipótese que me ocorre é que seja uma atitude destinada a transformar-se num viral. Viral negativo. Até o The New York times publicou a notícia com viés negativo.

 



Escrito por evaldo às 21h13
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Estratégia

O gooooogle sabe mais sobre você do que você mesmo
Nas aulas de estratégia frequentemente faço essa afirmação.

Todos sabem que vivemos sob um big brother global. Tudo o que fazemos é monitorado. Uma das empresas que melhor utiliza os resultados do monitoramento dos seus usuários é o Google. A poderosa da internet é proprietária de inúmeras ferramentas que vão desde o PICASA (fotos/imagens) até o DOCS (uma espécie de Office on line). O GMAIL e o ORKUT são os mais usados no Brasil. Tudo o que fazemos é monitorado e armazenado de tal forma que fica muito fácil saber nossos hábitos, interesses, endereço, renda pessoal e muito mais. Pois agora podemos saber quais informações estão sendo armazenadas pelo big player. Por meio do DASHBOARD você pode saber tudo o que existe a seu respeito. Eu, por exemplo fiquei surpreso ao lembrar que em 2006 tinha publicado um álbum de fotos no PICASA. Estão lá todos os dados do meu orkut, compartilhamento de usuários com o facebook, minhas buscas na internet, contatos de gmail, etc. Como disse meu amigo Carlos Marcio: Transparente e sinistro. Realmente assustador.



Escrito por evaldo às 10h33
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Coaching

Somos compelidos a mudar pela força dos ventos
Mas temos que manter o rumo ajustando as velas.

Na primeira atividade de orientação para COACHING no MBA da  ESAD/DF, discutimos a Gestão da Mudança.
Todos nós somos compelidos a mudar o tempo todo. O ciclo evolutivo a que somos submetidos exige movimentos de expansão e de recolhimento, que formam o que é chamado de epigênese. (sistema ISOR/HOLOS CONSULTORIA).
Esses movimentos são cíclicos e relativamente previsíveis. A previsibilidade dos movimentos de expansão e recolhimento permitem uma visão mais tranquila dos processos de planejamento nas organizações. Normalmente isso ocorre anualmente. No governo os ciclos são de quatro anos. Quando aumentamos nosso nível de consciência sobre a existência desses ciclos e sobre a existência da força do universo atuando sobre nós, fica mais fácil entender e surfar nas ondas da mudança. A natureza é cíclica, anternando movimentos de expansão e de recolhimento como no "dia e a noite" ou as estações do ano. A primavera e o verão são movimentos de expansão. O outono e o inverno são movimentos de recolhimento. A existência desses ciclos se justifica pela necessidade de renovação, de reformulação ou de simples recuperação de energia para prosseguimento da caminhada. Assim uma boa forma de gerenciar a mudança é entender esses ciclos e evitar cair em impasse. Os impasses geram patinação, geram angústia e sofrimento. Após a noite, vem o amanhecer. Mesmo que vá amanhecer chovendo, deixe amanhecer. É preferível um amanhecer sombrio a uma noite prolongada. Prolongar a noite, na gestão da mudança, é permanecer no impasse quando estamos nos reformulando. Algumas questões foram debatidas com os participantes.
- Como você lida com as mudanças constantes na sua vida?
- Como você lida com seus impasses?
- Quais os diferentes ciclos evolutivos que você vive?



Escrito por evaldo às 11h41
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Como acelerar a educação no Brasil? Formando Gerentes.
A formação de professores é indispensável, mas sem gerenciamento os resultados serão pífios

Durante o mês de Outubro tive a oportunidade de ministrar treinamentos à equipe gerencial da CAPES em Brasília.  No decorrer das oficinas práticas, muitas e proveitosas discussões surgiram por conta da necessidade urgente de melhorar a qualidade do ensino no Brasil. Para mim fica evidente que o trabalho da CAPES é indispensável na formação de professores de todos os níveis, com metas arrojadas e com desafios do tamanho do nosso país. Preocupa-me por outro lado o fato de que não se percebem esforços significativos na formação de profissionais de gestão. Esses gerentes devem ser responsáveis por metas de eficiência, eficácia e efetividade, apoiados em modernos modelos de gestão.
A esse respeito a Fundação Victor Civita divulgou os resultados de uma pesquisa conduzida pelo IBOPE onde fica claro que os diretores das escolas públicas estão despreparados e com práticas inaquadas. Vejam alguns dados:
- 98% dos pesquisados não se acham responsáveis pelas notas baixas de seu colégio;
- 90% gastam mais tempo conferindo a merenda do que com a sala de aula;
- 64% não se julgam preparados para o ofício;
- 36% não sabem a nota de sua escola nos rankings oficiais
.
Quanto à formação desses profissionais, mais de 50% cursaram pedagogia ou letras. Como a educação é um setor dominado pelas mulheres, 80% dos diretores dos colégios públicos pesquisados são mulheres.
Todos sabemos que a gestão profissional é necessária em qualquer atividade e por isso precisamos dotar nossas escolas de diretores preparados em administração e modelos de gestão com metas definidas e avaliação permanente de desempenho desses gestores com base nos resultados das suas unidades (suas empresas).
Fonte dos dados: Revista VEJA, 04/11/2009, p. 102



Escrito por evaldo às 12h08
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Lentidão do Governo

Como acelerar o governo? Contratando gerentes.
A velocidade da execução de todas as ações governamentais pode ser acelerada.

Durante a semana ouvimos o Presidente Lula reclamando da lentidão das ações do governo. Falou que o governo precisa ser mais ágil. Em alguns momentos culpou o TCU. Acho importante que o Presidente se preocupe com o "fazer acontecer" pois a efetividade das ações governamentais depende de um adequado planejamento, com impactos claros e de executivos competentes para a execução. Sobre as razões da lentidão governamental existem várias desculpas que vão desde a burocracia imposta por leis anacrônicas até disputas internas pelas diversas composições da base de sustentação política do governo. Quero, entretanto, propor outra forma de olhar a questão. Todos sabemos que o fazer acontecer das organizações depende de três categorias de processos. Os primeiros são os processos finalísticos que se referem às atividades ligadas diretamente à razão de existir da organização, suas atividades-fim e atendimento direto das necessidades do seu público ou clientes. No ministério da Educação, por exemplo, seriam os processos ligados às políticas e estratégias da educação brasileira. Em segundo lugar encontramos os processos de apoio. Referem-se às atividades que são suporte ao funcionamento das organizações como por exemplo gestão de pessoas, gestão de materiais e suprimento de serviços de tecnologia da informação. A terceira categoria se refere aos processos gerenciais. São as atividades de planejamento, organização, direção e controle. Englobam todo o processo decisório e também mensuração e ajuste do desempenho organizacional. Nos órgãos governamentais, de um modo geral os processos finalísticos são executados pelo corpo técnico de analistas e especialistas. Os processos de apoio são facilmente terceirizáveis e também são executados por técnicos. Para essas duas categorias de processos o governo tem realizado concursos públicos, suprindo gradativamente a necessidade de capital humano. Quanto aos processos gerenciais, nota-se evidente lacuna no suprimento de gestores. Foram muito poucos os esforços de contratação de executivos com perfil adequado aos desafios da execução da ação governamental. Não me recordo de mais do que dois concursos recentes para gestores. No dia de hoje (25/10) todos os concursos de órgãos federais com inscrições abertas, num total de vinte, referem-se a cargos para os processos finalísticos e de apoio. Alguém pode perguntar: Qual a razão da não contratação de gerentes no governo? Na minha opinião existem várias, mas fico com uma, por enquanto.A grande maioria dos cargos gerenciais existentes na estrutura governamental são funções de confiança. Normalmente cargos comissionados que vão ser ocupados por indicação e podem ser de pessoas da própria organização ou de fora dela. Os ocupantes são transitórios e duram uma gestão. Os órgãos que conseguem atrair gestores capacitados e comprometidos, fazem acontecer com tranquilidade. Nem sempre dá para esperar muito, pois ocupantes de funções de confiança são pessoas "de confiança" e não necessariamente pessoas com perfil gerencial. Senhor Presidente Lula, vamos contratar mais administradores para o governo? Nas faculdades brasileiras o maior contingente de estudantes de uma única profissão é de Administração.



Escrito por evaldo às 20h59
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Negócios que vão acabar

Os jornais impressos estão em apuros.

Com a Internet, os jornais ainda não encontraram uma forma de sobreviver.

As rupturas dos modelos de negócio são frequentes com o surgimento de  novas tecnologias. Normalmente as tecnologias colocam novos atores empresariais, substituindo os anteriores. Vimos isso com a fotografia digital onde a Kodak e a Fuji cederam seus lugares para Sony, Casio, HP e Canon. As máquinas de escrever foram substituídas pelos microcomputadores e assim por diante. 
E com os jornais? 
Com o surgimento da internet e dos "twitters" os jornais impressos estão buscando novos modelos. O cientista Silvio Meira relata importantes transformações que o jornal THE GUARDIAM está promovendo:
"o guardian resolveu se tornar uma plataforma de programação de informações: publicou uma API [application programming interface, uma interface de programação, na rede]que torna possível manipular tudo o que existe nos bancos de dados do jornal, agora transformado em plataforma de informação na web. isso significa o que, exatamente? quer dizer que qualquer um que entenda a interface de programação do jornal [mudança: jornal como plataforma de programação] pode manipular tudo o que está no sistema [o guardian], utilizando-o como meio para seus fins, construindo aplicações que, por uma ou outra razão, usem a funcionalidade ou a vasta base de dados do jornal."

Na prática significa que o jornal está apostando no potencial do seu estoque de informações e na capacidade que tem de acumular conhecimento. Vai disponibilizar e tentar ganhar dinheiro com isso. Muito interessante, basta saber se vai dar dinheiro.
Fonte: Silvio Meira.  
VEJA MAIS CLICANDO AQUI. 



Escrito por evaldo às 23h23
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Rio 2016 - Primeiras Lições

Olimpíadas no Brasil - O que já podemos aprender com o primeiro round
A América do Sul vibrou com a escolha do Rio. E agora?

Passai a manhã desse sábado revendo as apresentações das cidades candidatas e pesquisando detalhes para a pergunta:
- O que já aprendemos com isso?

As primeiras constatações são de que a emoção venceu a razão. A tese brasileira de que a América do Sul nunca tinha sido sede de uma olimpíada foi levada ao extremo mas sempre com o tempero da PAIXÃO. Fica claro em todas as falas dos representantes brasileiros a intenção de demonstrar um pais sem preconceitos, um pais aberto e sobretudo um país feliz. O momento mais racional foi a fala do Presidente do Banco Central Henrique Meireles para dizer que o dinheiro estava garantido. Para reforçar tudo isso foi chamado um artista da emoção, o cineasta Fernando Meireles. O filme com uma atleta carioca recebendo (já em 2016) atletas e cidadãos de todo o mundo foi toque de mestre. Veja aqui, se você ainda não viu.

O segundo ponto foi o profissionalismo de todo o trabalho. Sabia-se que o jogo era bruto. Não lembro de ter visto em outra ocasião tantos figurões mundiais defendendo explicitamente suas cidades. O Casal Obama, o Rei da Espanha e seu governande maior, o primeiro ministro japonês e o presidente do Brasil nosso Lula da Silva. A estratégia de marketing brasileira, que investiu 52 milhões de reais, contou com o trabalho formiguinha do Sr. João Havelange, com a autenticidade de Pelé, com as energias de Paulo Coelho e por aí vai. Fazendo parte da delegação estavam também vários brasileiros muito conhecidos no exterior como Torbem Grael, Gustavo Kurten (GUGA) e Cesar Cielo. O produtor e mentor de toda a estratégia da apresentação final foi Scott Givens. Givens (ex vice-presidente de entretenimento da Disney) deu o tom da edição dos filmes, definiu os textos dos discursos e treinou os apresentadores. O resultado final foi uma apresentação que forneceu os detalhes técnicos e buscou um tom emocional adequado para o público alvo. O profissionalismo foi tanto que até uma ilha de edição foi montada no hotel da delegação brasileira. O filme final foi sendo editado conforme se percebia o clima da disputa, minuto a minuto. Parabéns Rio de Janeiro. O primeiro passo foi dado.
Indicação: vale a pena também ver um dos clips que foram produzidos. São vários. O meu preferido é esse daqui.



Escrito por evaldo às 12h26
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Cenários

Visões do Brasil no ano 2030
Análises setoriais publicadas pela consultoria Ernst & Yong

A construção de cenários é uma prática extremamente útil para o planejamento das empresas e governos. A consultoria já citada em parceria com a FGV publicaram quatro análises setoriais que trazem algumas projeções muito interessantes:

·             Brasil será o 5o maior mercado consumidor do mundo

·         A classe C passará de 13% para 23% das famílias

·         Norte e Nordeste são as regiões que terão maior crescimento em % de consumo

·         As exportações de manufaturados crescerão a 1,8%/ano, chegando a US$ 183 bi.

·         O Brasil será o 7o maior mercado consumidor de energia

·         O PIB brasileiro crescerá 150%, alcançando US$ 2,4 trilhões

·         Serão formadas cerca de 2,5 milhões de novas famílias por ano

·         Uma nova parcela do mercado consumidor, no montante de R$ 1,893 trilhão, surgirá até 2030. Esse valor se somará ao R$ 1,41 trilhão atual; as classes de renda familiar entre R$ 4 mil e R$ 16 mil serão responsáveis por 47,5% desse adicional, ou R$ 896,8 bilhões a maisde consumo;

·         26,7% do acréscimo de consumo virá com o aumento das despesas com habitação e 12,4%, com serviços de utilidade pública; o aumento da renda e a mobilidade social no país redefinirão o mercado de alimentos, com altas contribuições de comida industrializada e de alimentação fora de casa;

·         será muito pequena a participação do mercado de alimentos in natura no crescimento do mercado consumidor;

·         os mercados de veículos e combustíveis contribuirão com 6,1% do incremento de consumo,participação menor do que a verificada nos últimos dez anos, de 8,5%.

·         Cairá a parcela da despesa familiar com bens de consumo não-duráveis, como alimentos, fumo e bebidas, combustíveis e transportes em geral. Em contrapartida, crescem de forma expressiva as despesas com habitação, saúde e educação.
Tomando como referência as famílias com renda entre R$ 4 mil e R$ 8 mil, nota-se que a evolução da renda total dessa classe terá efeitos maiores no consumo de produtos do segmento de higiene pessoal e limpeza e de serviços de saúde, do que na demanda por mercadorias dos ramos de vestuário e bebidas.

 

Os estudos compõe a série Brasil Sustentável, são abrangentes e estão disponíveis para dowload. Se estiver interessado CLIQUE AQUI.

 



Escrito por evaldo às 21h49
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Poupança

Como planejar sua aposentadoria
O que você acha dessa estória.

Recebi do meu aluno Paul Robert (MBA ESAD), a seguinte estória (ou será história?)

Externamente ao Englnad's Bristol Zoo, existe um parque de estacionamento para 150 carros e 8 ônibus. Por 25 anos, a cobrança do estacionamento era efetuada por um simpático atendente. As taxas eram o correspondente a R$ 2,50 para carros e R$ 12,50 para ônibus. Um dia, após 25 sólidos anos de nenhuma falta ele simplesmente não apareceu.
A administração do Zoo, então, ligou para a prefeitura e solicitou que enviassem outro atendente.
A prefeitura fez uma pesquisa e respondeu que o estacionamento do Zoo era de responsabilidade do próprio Zoo, não dela. A administração do Zoo respondeu que o atendente era empregado da prefeitura. A prefeitura, por sua vez constatou que o atendente jamais esteve na sua folha de pagamento.
Enquanto isso, descansando em sua bela residência em algum lugas na costa da espanha (ou similar) existe um homem que, aparentemente, instalou a máquina de cobrança por sua conta e então, simplesmente começou a aparecer, todo dia, coletando e guardando as taxas, estimadas em R$ 1000 (mil reais) por dia... por 25 anos. Assumindo que tenha trabalhado os 7 dias da semana, arrecadou algo em torno de R$ 12.600.000,00 - quase treze milhões de reais.
E ninguém sabe mesmo seu nome.

Será um flanelinha sofisticado? Aproveitou uma oportunidade? É ético?



Escrito por evaldo às 11h18
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Estratégia

Atuação Global mas estratégia local>
Os desafios das megaempresas globais é atender mercados regionais

As recentes aquisições e incorporações ocorridas na área de alimentos colocaram três empresas brasileiras entre as dez maiores produtoras mundiais. O mesmo caminho que foi seguido anteriormente pela AMBEV agora está sendo seguido pela JBS (Friboi), Mafrig e B.Foods (Sadia+Perdigão). A oportunidade de ganhos de escala e presença mundial traz para cada uma delas a necessidade de entender caracteristicas muito peculiares de cada mercado local onde atuam.
Quais os costumes em alimentação?
Quais as crenças e valores?
Qual o uso que as pessoas fazem dos produtos? 
Essas e outras são perguntas relevantes para o sucesso dos produtos em cada mercado. Os movimentos nessa direção são tão relevantes que facilmente viram notícia e passam a ser estudados pelos especialistas. Um caso de sucesso é o lançamento pela AMBEV da cerveja Brahma Fresh, que foi desenvolvida em 2007 especialmente para o mercado do nordeste brasileiro. Trata-se de uma opção estratégica da empresa global para um mercado local. Isso demonstra que as companhias de bebidas estão preocupadas em desenvolver produtos baseados nas tradições e nos costumes regionais. Segundo fontes da empresa o produto foi desenvolvido a partir de uma pesquisa de campo que indicava a necessidade de um produto que ajudasse os consumidores a suportar o calor intenso da região árida, sem prejuízo do sabor. A conquista do mercado foi marcante, passando de 6% de participação para 20% em várias cidades.
O assunto foi matéria do importante jornal Financial Times de hoje(25/09). VEJA AQUI.



Escrito por evaldo às 10h06
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Protagonismo Mundial

A responsabilidade de ser grande
O Brasil precisa estar preparado para ser protagonista mundial

O caro leitor pode ter ficado com um "frio-na-barriga" com a chegada do Presidente Zelaya (Honduras) na embaixada brasileira. O que faremos? O que vai acontecer? 
Com esse fato começamos a perceber de forma mais concreta que o crescimento da importância internacional tem bônus mas também traz um conjunto de responsabilidades.
Frequentemente encontramos isso nas estratégias das empresas. Na última sexta feira fui com a família jantar no FATTO, (Brasília) restaurante estrelado do Dudu Camargo. O resultado foi:
- Espera na fila: 30 minutos. O ambiente era agradável mas o suco solicitado pela minha filha não veio;
- Qualidade da comida: gostei;
- Preço: Caro mais justo;
- Atendimento: HORRÍVEL. Todos os pedidos de bebidas só vieram depois de muita insistência. Em alguns casos os pedidos foram refeitos duas vezes. A carta de vinhos foi "largada" na mesa. Claro que o pedido foi água e suco.
O resultado final é que um jantar que tinha tudo para ser agradável deixou uma sensação péssima. Seguramente não voltarei mais lá.
O que aprendemos: Não basta ser famoso e grande. É preciso assumir todos os ônus de pleitear tal condição.
Voltando ao início: Como será que o Brasil vai se sair no caso Zelaya? 

 



Escrito por evaldo às 10h21
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Que tipo de líder precisamos nas organizações?

A responsabilidade do líder na formação dos liderados
O que podemos aprender com o recente episódio "Briatore x Alonso x Piquet Jr".

Ainda ecoam nas folhas os clamores daqui-e-delá sobre o acontecido com o brasileiro Piquet Jr. Segundo o próprio Piquet Jr confessou, foi orientado pelo seu líder (chefe na equipe e também seu empresário), a cometer uma irregularidade com a finalidade de favorecer seu companheiro de equipe Alonso. O "acidente" colocou em risco sua saúde e de seus companheiros, arranhou profundamente a imagem de um esporte competitivo além de ter chamuscado a marca Renault. Até agora Piquet Jr foi demitido, Briatore (o líder) também. Cada um por razões diferentes mas todos ligados ao episódio. O primeiro aspecto que podemos observar é que o líder tem uma força extraordinária sobre o liderado, pois está com o destino do pupilo nas mãos. Nas organizações de toda a natureza, chefes prepotentes e sem nenhuma ética usam suas equipes para atos escusos, muitas vezes ilegais, com o argumento de que estão lutando pela melhoria dos resultados. É muito comum vermos pessoas demitidas por não se submeterem a essas pressões.
Mas isso precisa mudar rapidamente. Começo a ver as organizações preocupadas com a liderança responsável. Até recentemente, ter um líder que conseguia resultados a qualquer preço era uma coisa desejada. Agora começamos a ver mudanças. Estou torcendo para que prospere a tese da LIDERANÇA RESPONSÁVEL.
O que é um líder responsável?
É aquele que busca resultados respeitando os limites das pessoas e da natureza. Recentes episódios de suicídio na empresa francesa France Telecon causam preocupações pois demonstram que a reestruturação daquela estatal está sendo feita sem esses valores. Vou usar aqui o que disse o Professor John Wells(*), presidente da famosa escola de administração IMD (Suiça). "Liderança responsável é não apenas integrar resultados bons, mas fazê-los do jeito certo. O objetivo de qualuqer empresa é ter uma performance sustentável superior. Mesmo assim muitas empresas falham por não conseguirem se adaptar a um mundo em constante mudança. Inércia é fatal. Liderança responsável demanda estratégias e estruturas ágeis. O jeito como se alcança um bom resultado tem um profundo efeito na saúde de longo prazo das empresas. Neste sentido, é sempre útil apelar para os simples princípios da honestidade e da clareza."  O mesmo professor Wells deu alguns exempos: "Alguns gerentes desenvolvem carreiras bem sucedidas explorando membros de suas equipes e atuando pouco para desenvolvê-los. Isso é "roubo" da base de ativos da organização. Também é "roubar" ativos não entregar aos clientes o benefício prometido pela marca. Outro caso de "roubo" é das companhias de seguro que melhoram sua rentabilidade usando artifícios para não pagar seus segurados. Também o caso de um gerente industrial que é promovido por reduzir os custos de sua unidade postergando a manutenção das máquinas. Está "roubando" ativos, acelerando a depreciação e aumentando o risco."
O desafio para as organizações é criar mecanismos que desencoragem práticas dessa natureza. Com isso poderemos caminhar na direção de uma Liderança Responsável. O Sr. Briatore não tem espaço nesse modelo.
O leitor deve estar pensando: será que preciso ir tão longe? Na minha realidade encontro situações como essa? Outra pergunta inquietante: Até que ponto eu, como líder, faço a mesma coisa?

Uma palavra final: o líder é sempre responsável pela formação dos seus liderados. Só forma quem tem a fôrma. Não queremos líderes deformados. ( literalmente...)
(*) A entrevista completa do Prof. Wells, (Lider Responsável) concedida ao jornal Valor Econômico está aqui.

Atualização em 21.09.2009, Renault FICA SOB OBSERVAÇÃO na F1. Briatore foi banido. VEJA AQUI.



Escrito por evaldo às 16h15
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Poesia - Setembrino
Sempre fico feliz quando meu amigo Silmar Bohrer manda uma nova poesia.

A de hoje tem um nome sugestivo: SETEMBRINO. 



Escrito por evaldo às 21h27
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Liderança: reprogramar o cérebro e criar líderes
A complexidade do ambiente está exigindo líderes diferentes. Como conseguir isso?

O assunto "Liderança' está na minha agenda. Na aula de "Gestão de Pessoas em Projetos" trabalhamos a questão dos estilos, com a análise de qual a postura mais adequada ao líder para cada tipo de liderado. A liderança situacional permite algumas dicas para o líder se adequar ao nível de desenvolvimento das equipes ou dos indivíduos.
Também tratamos do assunto ao visitar um cliente que está com uma equação interessante: Os concursos tem levado aos órgãos públicos pessoas altamente qualificadas, com formação acadêmica elevadíssima (Mestrado, Doutorado, PhD e por aí vai). Estaria tudo bem se esses funcionários estivessem sendo contratadas para atividades científicas com alta exigência de formação. Entretanto, na maior parte dos casos estão sendo contratados para trabalhos burocráticos de base - funcionamento da máquina pública - sem a oportunidade de empregarem o que sabem. Para piorar o cenário, não raras vezes são liderados por pessoas com formação muito inferior. Essa situação deixa os funcionários insatisfeitos e os líderes perdidos. Como conseguir mobilizar essas pessoas?

Esses desafios e outros tem atraído a atenção dos cientistas principalmente na neurociência. Esses estudiosos estão procurando respostas para algumas perguntas:
- O que torna alguém um bom líder?
- Quais atributos garantem a um presidente de empresa a capacidade de ser sensível, compassivo e, ainda assim, comandar suas companhias em tempos difícies?

Pois alguns estudos mostram que é possível criar cientificamente carisma, visão e autenticidade. Uma matéria publicada no Financial Times, informa que a ciência moderna vem pesquisando as fontes de eletricidade do cérebro e como elas são usadas. As pesquisas sobre liderança vem se concentrando em descobrir quais habilidades inspiram indivídios e grupos a funcionarem de maneira mais eficiente. As questões mais complexas como o desenvolvimento de autenticidade, carisma e visão inspiradora em líderes menos experientes e talentosos também estão sendo trabalhadas. O professor Pierre Balthazard com a ajuda do neurocientista Jefrey Fannin recolheram dados de líderes empresariais e comunitários com medição das atividades elétricas dos cérebros. Vários resultados já apareceram. Uma constatação, por exemplo, é de que comandantes com um alto "capital psicológico" (esperança, otimismo, capacidade de recuperação, resiliência) apresentam atividade cerebral diferente daqueles que possuem um capital psicológico baixo. A partir desse e de vários outros conhecimentos, o treinamento de "neuro-feedback" pode desenvolver o comportamento que indivíduos querem otimizar. Usando imagens e sons em um computador, eles são ensinados a controlar suas ondas cerebrais, administrando conscientemente os sistemas de neurônios. Uma das afirmativas do professor Balthazar é de que essas dados podem ajudar as organizações a avaliarem características pessoais como a visão, mentalidade globalizada, flexibilidade e outros. 
Acho o assunto bastante controverso mas não deixo de considerar que treinar o cérebro para os novos desafios de liderança pode ser uma saída muito boa.
Para acessar a matéria completa em português: CLIQUE AQUI.



Escrito por evaldo às 11h24
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Qual o resultado da crise econômica

A crise econômica não acabará com o capitalismo, acabará com o macho.
O jornalista Reihan Salam defende essa tese num artigo contundente.

Quando abordo megatendências nas minhas aulas dedico um pouco do tempo para falar sobre o avanço estratégico das mulheres na gestão e na política. Trata-se de um avanço sutil mas persistente. Ao receber a revista Época Negócios de setembro/09 me deparo com um artigo cujo título é "O FIM DA ERA DO MACHO". Trata-se de um texto que já havia sido publicado em inglês em Junho passado. O autor demonstra que os setores mais afetados pela crise econômica são aqueles com predominância masculina (manufatura pesada, construção, mercado financeiro). Esses setores entraram em queda mais acentuada do que os "femininos" (saúde, educação, serviços sociais e setor público). Alguns exemplos da política: Quando a economia da Îslândia implodiu, os eleitores se livraram da elite econõmica masculina e escolheram como primeira-ministra Johanna Sigurdardottir, a primeira líder do mundo declaradamente lésbica. A Lituânia (endividada) tomou o mesmo rumo elegendo a primeira mulher presidente do país: Dalia Grybauskaite. O autor ressalta que embora nem todos os países reajam expulsando esses tipos, a pressão é grande porque as pessoas estão se dando conta de que o comprtamento agressivo e ávido pelo risco fez com que os homens se empoderassem, o que hoje se revela destrutivo e insustentável.
A pergunta básica: quais serão os desdobramentos dessa mudança pós-macho? Os homens tem duas escolhas:
A primeira é adaptar-se. Para isso deverá acolher a mulher como parceira de mesma estatura, adequar-se às novas sensibilidades culturais e aos modelos de igualdade. Certamente um novo modelo de marculinidade poderá emergir. Um casamento mais igualitário com divisões mais justas das tarefas domésticas e das despesas.
A segunda é resistir. Observa-se isso em algumas culturas mais autoritárias, na origem religiosa de alguns costumes. O autor aposta que os homens da América do Norte e da Europo Ocidental se adaptarão à nova ordem de igualdade, seus colegas nos gigantes emergentes do Leste Europeu e do sul da Ásia poderão impor uma desigualdade ainda mais exacerbada. Na China o cenário é claro: o pacote de estímulo de 596 bilhões de dólares foi para os setores (masculinos) da construção de casas, pontes, estradas, barragens, aeroportos, etc. Em contraposição nos Estados Unidos educação e saúde (femininos) foram as áreas que mais atraíram dólares da ajuda do governo. 
O autor não faz referência à America do Sul ou ao Brasil. Aqui a maior presença feminina é na liderança econômica das famílias de baixa renda. Com relação a política temos uma candidatura já colocada e uma emergente (Dilma e Marina).
Façam suas apostas.



Escrito por evaldo às 23h26
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