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Liderança: reprogramar o cérebro e criar líderes
A complexidade do ambiente está exigindo líderes diferentes. Como conseguir isso?

O assunto "Liderança' está na minha agenda. Na aula de "Gestão de Pessoas em Projetos" trabalhamos a questão dos estilos, com a análise de qual a postura mais adequada ao líder para cada tipo de liderado. A liderança situacional permite algumas dicas para o líder se adequar ao nível de desenvolvimento das equipes ou dos indivíduos.
Também tratamos do assunto ao visitar um cliente que está com uma equação interessante: Os concursos tem levado aos órgãos públicos pessoas altamente qualificadas, com formação acadêmica elevadíssima (Mestrado, Doutorado, PhD e por aí vai). Estaria tudo bem se esses funcionários estivessem sendo contratadas para atividades científicas com alta exigência de formação. Entretanto, na maior parte dos casos estão sendo contratados para trabalhos burocráticos de base - funcionamento da máquina pública - sem a oportunidade de empregarem o que sabem. Para piorar o cenário, não raras vezes são liderados por pessoas com formação muito inferior. Essa situação deixa os funcionários insatisfeitos e os líderes perdidos. Como conseguir mobilizar essas pessoas?

Esses desafios e outros tem atraído a atenção dos cientistas principalmente na neurociência. Esses estudiosos estão procurando respostas para algumas perguntas:
- O que torna alguém um bom líder?
- Quais atributos garantem a um presidente de empresa a capacidade de ser sensível, compassivo e, ainda assim, comandar suas companhias em tempos difícies?

Pois alguns estudos mostram que é possível criar cientificamente carisma, visão e autenticidade. Uma matéria publicada no Financial Times, informa que a ciência moderna vem pesquisando as fontes de eletricidade do cérebro e como elas são usadas. As pesquisas sobre liderança vem se concentrando em descobrir quais habilidades inspiram indivídios e grupos a funcionarem de maneira mais eficiente. As questões mais complexas como o desenvolvimento de autenticidade, carisma e visão inspiradora em líderes menos experientes e talentosos também estão sendo trabalhadas. O professor Pierre Balthazard com a ajuda do neurocientista Jefrey Fannin recolheram dados de líderes empresariais e comunitários com medição das atividades elétricas dos cérebros. Vários resultados já apareceram. Uma constatação, por exemplo, é de que comandantes com um alto "capital psicológico" (esperança, otimismo, capacidade de recuperação, resiliência) apresentam atividade cerebral diferente daqueles que possuem um capital psicológico baixo. A partir desse e de vários outros conhecimentos, o treinamento de "neuro-feedback" pode desenvolver o comportamento que indivíduos querem otimizar. Usando imagens e sons em um computador, eles são ensinados a controlar suas ondas cerebrais, administrando conscientemente os sistemas de neurônios. Uma das afirmativas do professor Balthazar é de que essas dados podem ajudar as organizações a avaliarem características pessoais como a visão, mentalidade globalizada, flexibilidade e outros. 
Acho o assunto bastante controverso mas não deixo de considerar que treinar o cérebro para os novos desafios de liderança pode ser uma saída muito boa.
Para acessar a matéria completa em português: CLIQUE AQUI.



Escrito por evaldo às 11h24
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Qual o resultado da crise econômica

A crise econômica não acabará com o capitalismo, acabará com o macho.
O jornalista Reihan Salam defende essa tese num artigo contundente.

Quando abordo megatendências nas minhas aulas dedico um pouco do tempo para falar sobre o avanço estratégico das mulheres na gestão e na política. Trata-se de um avanço sutil mas persistente. Ao receber a revista Época Negócios de setembro/09 me deparo com um artigo cujo título é "O FIM DA ERA DO MACHO". Trata-se de um texto que já havia sido publicado em inglês em Junho passado. O autor demonstra que os setores mais afetados pela crise econômica são aqueles com predominância masculina (manufatura pesada, construção, mercado financeiro). Esses setores entraram em queda mais acentuada do que os "femininos" (saúde, educação, serviços sociais e setor público). Alguns exemplos da política: Quando a economia da Îslândia implodiu, os eleitores se livraram da elite econõmica masculina e escolheram como primeira-ministra Johanna Sigurdardottir, a primeira líder do mundo declaradamente lésbica. A Lituânia (endividada) tomou o mesmo rumo elegendo a primeira mulher presidente do país: Dalia Grybauskaite. O autor ressalta que embora nem todos os países reajam expulsando esses tipos, a pressão é grande porque as pessoas estão se dando conta de que o comprtamento agressivo e ávido pelo risco fez com que os homens se empoderassem, o que hoje se revela destrutivo e insustentável.
A pergunta básica: quais serão os desdobramentos dessa mudança pós-macho? Os homens tem duas escolhas:
A primeira é adaptar-se. Para isso deverá acolher a mulher como parceira de mesma estatura, adequar-se às novas sensibilidades culturais e aos modelos de igualdade. Certamente um novo modelo de marculinidade poderá emergir. Um casamento mais igualitário com divisões mais justas das tarefas domésticas e das despesas.
A segunda é resistir. Observa-se isso em algumas culturas mais autoritárias, na origem religiosa de alguns costumes. O autor aposta que os homens da América do Norte e da Europo Ocidental se adaptarão à nova ordem de igualdade, seus colegas nos gigantes emergentes do Leste Europeu e do sul da Ásia poderão impor uma desigualdade ainda mais exacerbada. Na China o cenário é claro: o pacote de estímulo de 596 bilhões de dólares foi para os setores (masculinos) da construção de casas, pontes, estradas, barragens, aeroportos, etc. Em contraposição nos Estados Unidos educação e saúde (femininos) foram as áreas que mais atraíram dólares da ajuda do governo. 
O autor não faz referência à America do Sul ou ao Brasil. Aqui a maior presença feminina é na liderança econômica das famílias de baixa renda. Com relação a política temos uma candidatura já colocada e uma emergente (Dilma e Marina).
Façam suas apostas.



Escrito por evaldo às 23h26
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