Rio 2016 - Primeiras Lições
Olimpíadas no Brasil - O que já podemos aprender com o primeiro round A América do Sul vibrou com a escolha do Rio. E agora? Passai a manhã desse sábado revendo as apresentações das cidades candidatas e pesquisando detalhes para a pergunta: - O que já aprendemos com isso? As primeiras constatações são de que a emoção venceu a razão. A tese brasileira de que a América do Sul nunca tinha sido sede de uma olimpíada foi levada ao extremo mas sempre com o tempero da PAIXÃO. Fica claro em todas as falas dos representantes brasileiros a intenção de demonstrar um pais sem preconceitos, um pais aberto e sobretudo um país feliz. O momento mais racional foi a fala do Presidente do Banco Central Henrique Meireles para dizer que o dinheiro estava garantido. Para reforçar tudo isso foi chamado um artista da emoção, o cineasta Fernando Meireles. O filme com uma atleta carioca recebendo (já em 2016) atletas e cidadãos de todo o mundo foi toque de mestre. Veja aqui, se você ainda não viu. O segundo ponto foi o profissionalismo de todo o trabalho. Sabia-se que o jogo era bruto. Não lembro de ter visto em outra ocasião tantos figurões mundiais defendendo explicitamente suas cidades. O Casal Obama, o Rei da Espanha e seu governande maior, o primeiro ministro japonês e o presidente do Brasil nosso Lula da Silva. A estratégia de marketing brasileira, que investiu 52 milhões de reais, contou com o trabalho formiguinha do Sr. João Havelange, com a autenticidade de Pelé, com as energias de Paulo Coelho e por aí vai. Fazendo parte da delegação estavam também vários brasileiros muito conhecidos no exterior como Torbem Grael, Gustavo Kurten (GUGA) e Cesar Cielo. O produtor e mentor de toda a estratégia da apresentação final foi Scott Givens. Givens (ex vice-presidente de entretenimento da Disney) deu o tom da edição dos filmes, definiu os textos dos discursos e treinou os apresentadores. O resultado final foi uma apresentação que forneceu os detalhes técnicos e buscou um tom emocional adequado para o público alvo. O profissionalismo foi tanto que até uma ilha de edição foi montada no hotel da delegação brasileira. O filme final foi sendo editado conforme se percebia o clima da disputa, minuto a minuto. Parabéns Rio de Janeiro. O primeiro passo foi dado. Indicação: vale a pena também ver um dos clips que foram produzidos. São vários. O meu preferido é esse daqui.

Escrito por evaldo às 12h26
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Cenários
Visões do Brasil no ano 2030 Análises setoriais publicadas pela consultoria Ernst & Yong A construção de cenários é uma prática extremamente útil para o planejamento das empresas e governos. A consultoria já citada em parceria com a FGV publicaram quatro análises setoriais que trazem algumas projeções muito interessantes:
· Brasil será o 5o maior mercado consumidor do mundo · A classe C passará de 13% para 23% das famílias · Norte e Nordeste são as regiões que terão maior crescimento em % de consumo · As exportações de manufaturados crescerão a 1,8%/ano, chegando a US$ 183 bi. · O Brasil será o 7o maior mercado consumidor de energia · O PIB brasileiro crescerá 150%, alcançando US$ 2,4 trilhões · Serão formadas cerca de 2,5 milhões de novas famílias por ano · Uma nova parcela do mercado consumidor, no montante de R$ 1,893 trilhão, surgirá até 2030. Esse valor se somará ao R$ 1,41 trilhão atual; as classes de renda familiar entre R$ 4 mil e R$ 16 mil serão responsáveis por 47,5% desse adicional, ou R$ 896,8 bilhões a maisde consumo; · 26,7% do acréscimo de consumo virá com o aumento das despesas com habitação e 12,4%, com serviços de utilidade pública; o aumento da renda e a mobilidade social no país redefinirão o mercado de alimentos, com altas contribuições de comida industrializada e de alimentação fora de casa; · será muito pequena a participação do mercado de alimentos in natura no crescimento do mercado consumidor; · os mercados de veículos e combustíveis contribuirão com 6,1% do incremento de consumo,participação menor do que a verificada nos últimos dez anos, de 8,5%. · Cairá a parcela da despesa familiar com bens de consumo não-duráveis, como alimentos, fumo e bebidas, combustíveis e transportes em geral. Em contrapartida, crescem de forma expressiva as despesas com habitação, saúde e educação. Tomando como referência as famílias com renda entre R$ 4 mil e R$ 8 mil, nota-se que a evolução da renda total dessa classe terá efeitos maiores no consumo de produtos do segmento de higiene pessoal e limpeza e de serviços de saúde, do que na demanda por mercadorias dos ramos de vestuário e bebidas.  Os estudos compõe a série Brasil Sustentável, são abrangentes e estão disponíveis para dowload. Se estiver interessado CLIQUE AQUI.
Escrito por evaldo às 21h49
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