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TEDxSP

Uma intensa experiência. Uma esperança.
Fundado em 1984 como uma conferência para divulgar as melhores idéias de tecnologia, entretenimento e design, o TED se ampliou e agora chegou ao Brasil.

Existem coisas que quando acontecem parecem obra do sobrenatural. Hoje, sábado, para mim foi um desses momentos. Por meio do Twitter tomei conhecimento da realização do TEDxSP. Trata-se de uma conferência sem fins lucrativos, organizada por brasileiros, com pensadores das mais diversas áreas do conhecimento. Em palestras são de 5 ou 15 minutos os pensadores são desafiados a fazer uma das melhores apresentações da vida deles. O tema da primeira edição do TEDxSP foi "O que o Brasil tem a oferecer ao mundo agora?". 
A viagem a SP valeu demais. Não consigo repetir a emoção que senti. Alguns pensadores e o que disseram:

- Adozolina Kuhlmann, professora desde os nove anos de idade, quando ensinou tabuada a uma colega da sala. Hoje tem 92 e não parou nunca de ensinar. Disse que o Professor é a mais amorosa das profissões porque tem a finalidade de criar a base sólida para todas as outras. Uma das palestras que me fez chorar.
- Augusto de Franco, netweaver. Grande pensador e divulgador das redes sociais como o modelo viável de funcionamento das organizações. Afirmou que cooperação é o resultado de como os seres humanos se organizam.
- Regina Cazé, atriz. Falou sobre a força da cultura marginalizada das periferias. Fez um questionamento interessante: O que é popular? Chamou a atenção para o fato de que a cultura realmente valiosa e popular é muito discriminada mas a sua força vem da periferia. No link no nome dela está o resumo da palestra e as histórias que contou.
- Roberta Faria, jornalista. Com menos de 30 anos já fez o seu primeiro milhão de reais, mas doou tudo ao hospital do Cancer GRAACC. Ela criou a revista Sorria, que é vendida por R$ 2,50 nas farmácias da drogaria RAIA. Como a revista é integralmente custeada por patrocinadores, toda a arrecadação vai para o hospital. A revista, depois de nove edições está entre as mais vendidas do Brasil.
- Ronaldo Lemos, advogado. Mostrou como a periferia se apropria de tecnologia facilmente. Temos no Brasil 2.000 salas de cinemas, 5.000 bibliotecas e mais de 100.000 LAN HOUSE. Sua palestra foi complementada pela abordagem da Regina Casé.
Por agora chega, meu voo está chamando alí no portão 6 do Aeroporto de Congonhas. Depois eu conto mais.

VEJA A RELAÇAO COMPLETA DE PALESTRANTES AQUI.



Escrito por evaldo às 19h08
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Intolerância

A massa é burra
Quem conhece estratégias de massa de manobra sabe que a turba é burra.

Resistí muito a comentar o assunto da estudante Glaisy Arruda, que foi hostilizada na UNIBAN (Universidade Bandeirante) no dia 22 de outubro. Estava de vestido curto. Agora foi expulsa da escola. Era vítima, virou ré. Lendo hoje a nota publicada pela escola em jornais de grande circulação (gastou uma grana com isso), fica evidente a incapacidade em administrar uma situação corriqueira em qualquer escola de adultos. A verdade é que homens e mulheres fazem um jogo permanente de sedução em busca de destaque, de amor e de sexo. Como professor universitário já ví um pouco de tudo. Algumas coisas eu presenciei, outras ouvi de colegas na sala dos professores. Entre os fatos que presenciei: uma aluna que vinha à aula de saia relativamente curta, sentava na primeira fila. Ficava bem à vontade para mostrar ao professor que estava sem calcinha. Outro caso de um aluno, militar da reserva, que vinha  com um revólver dentro da pasta. O curioso é que distribuía balas (doces) para todos. Jogava as balas com força e às vezes feria alguém. Entre as coisas que ouvi, um caso de aluna que assediava o professor (um gaúcho galã) e insistia diariamente que gostaria de algo mais além da sabedoria. Não sei se conseguiu. Não aprovo nada disso mas o ambiente universitário precisa saber lidar com esses fatos de uma forma tranquila. Alguns se espantam com a reação dos alunos no dia 22 na Uniban. eu não me assusto: a massa é burra. O efeito manada torna a todos irracionais, inconsequentes e desmiolados. Isso mesmo, sem miolos. Sem juizo. Cuidado com a turba. E o conselho universitário foi junto. Acabei de tirar a temperatura no twitter (21h32min). Em quatro minutos 347 mensagens contra a medida e uma mensagem defendendo.
Ainda cabe perguntar: Algum professor competente para aconselhar a escola no gerenciamento de crise? Essa escola tem curso de relações com o público, comunicação social, algo assim? 
Uma hipótese que me ocorre é que seja uma atitude destinada a transformar-se num viral. Viral negativo. Até o The New York times publicou a notícia com viés negativo.

 



Escrito por evaldo às 21h13
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