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Blog de Evaldo Bazeggio
 


A concorrência vem de onde não se espera

A primeira universidade sul-americana pertencente a um clube>
River Plate da argentina foi autorizada a funcionar com sua universidade..

A preocupação com a gestão é grande em todos os segmentos. No esporte não é diferente. Em todos os cantos temos carência de gestores especializados. O tradicional time River Plate, da Argentina, resolveu agir. Criou o Instituto de Desportos River Plate e já conseguiu autorização do Ministério da Educação para implantar dois cursos superiores. Um dos cursos será "Economia e Administração dos Esportes" com licenciatura em Gestão dos Esportes e Marketing Esportivo. O outro curso é de Educação Física. As duas novas faculdades iniciarão suas atividades em Março de 2010 e já estão providenciando seus vestibulares. Parece que aqui no Brasil ainda não despertamos para isso apesar da Copa do Mundo 2014 e das Olimpíadas em 2016.
Veja a notícia completa aqui.



Escrito por evaldo às 11h54
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Evolução da Justiça

O memorável caso das melancias>
Restabeleça-se o BOM SENSO na Justiça Brasileira.

Observo com entusiasmo a atuação do CNJ-Conselho Nacional de Justiça na busca pela modernização da atuação de todas as instâncias da Justiça (com J maíusculo) no Brasil. Particluarmente aprecio as preocupações em implementar uma cultura de "Justiça por Resultados". Hoje encontro das folhas uma matéria de Maria Clara R.M. do Prado defendendo a necessidade do bom senso na atuação dos magistrados". Segue os pouco do que ela diz:
A pompa e circunstância que ainda fazem parte do meio jurídico começam a ser colocadas em xeque por jovens profissionais alinhados com a necessidade de objetividade nas decisões. É notória a sentença proferida em Tocantins pelo Juiz da 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas, Rafael Gonçalves de Paula, em processo que envolvia dois homens, presos em flagrante, acusados de terem furtado duas melancias. O trecho abaixo reproduz a decisão tomada.
"Instado a se manifestar, o Sr. Promotor de Justiça opinou pela manutenção dos indiciados na prisão. Para conceder a liberdade aos indiciados, eu poderia invocar inúmeros fundamentos: os ensinamentos de Jesus Cristo, Buda e Ghandi, o Direito Natural, o princípio da insignificância ou bagatela, o princípio da intervenção mínima, os princípios do chamado Direito alternativo, o furto famélico, a injustiça da prisão de um lavrador e de um auxiliar de serviços gerais em contraposição à liberdade dos engravatados que sonegam milhões dos cofres públicos, o risco de se colocar os indiciados na Universidade do Crime (o sistema penitenciário nacional).."
E continua: "Poderia sustentar que duas melancias não enriquecem nem empobrecem ninguém. Poderia aproveitar para fazer um discurso contra a situação econômica brasileira, que mantém 95% da população sobrevivendo com o mínimo necessário. Poderia brandir minha ira contra os neoliberais, o Consenso de Washington, a cartilha demagógica da esquerda, a utopia do socialismo, a colonização europeia. Poderia dizer que George Bush joga bilhões de dólares em bombas na cabeça dos iraquianos enquanto bilhões de seres humanos passam fome pela Terra - e aí, cadê a Justiça neste mundo?"
E conclui: "Poderia mesmo admitir minha mediocridade por não saber argumentar diante de tamanha obviedade. Tantas são as possibilidades que ousarei agir em total desprezo às normas técnicas: não vou apontar nenhum desses fundamentos como razão de decidir. Simplesmente mandarei soltar os indiciados. Quem quiser que escolha o motivo. Expeçam-se os alvarás. Intimem-se. Palmas -TO, 05 de setembro de 2003. Rafael Gonçalves de Paula, Juiz de Direito".
Tornou-se uma decisão exemplar no meio jurídico brasileiro pelo bom senso, conforme registro no banco de sentenças da Escola Nacional de Magistratura. Nela deveriam se pautar todos os advogados, juízes e desembargadores do país
. E(Valor Econômico 19/11/2009, p. A17).



Escrito por evaldo às 08h18
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Estratégia

Planejamento Estratégico existe?

Fiz essa pergunta ontem numa turma de pós graduação na UnB.

Fui convidada para dar uma palestra num importante curso de especialização para gestores públicos. Começo com a pergunta título desse post. Na turma estão alunos oriundos de duas agências reguladoras, órgãos do Governo do Distrito Federal, quatro ministérios e vários outros órgãos da administração direta. A pergunta se refere à percepção dos alunos sobre a existência efetiva (prática) de planejamento estratégico governamental. Mais de noventa por cento dos alunos afirmaram que sabem da existência do planejamento mas não percebem a prática no seu cotidiano. A percepção dessa pequena amostra não é diferente da percepção que tenho como profissional de gestão. Os modelos gerenciais da gestão pública brasileira precisam avançar muito. O interessante é que esse avanço é na direção de fazer o óbvio: aplicar as técnicas gerenciais consagradas. Otimista que sou, percebo sinais animadores em alguns lugares. O Conselho Nacional de Justiça tem avanços significativos. O Ministério da Saúde tem sua agenda estratégica bem definida. A Prefeitura Municipal de Curitiba, o Estado de Minas Gerais e outros tem melhoria nos seus resultados fazendo o óbvio: Planejamento, Organização, Direção e Controle. (Fayol, 1912).



Escrito por evaldo às 08h15
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TEDxSP

O que conta é a atitude..
O resumo do TEDxSP: alguns mudam a atitude e com isso mudam o mundo.

Vou levar um bom tempo para assimilar e perceber todas as sutilezas da experiência que vivi no evento do dia 14/11. Cheguei em casa quase meia-noite e mesmo cansado não foi fácil dormir. A cabeça ficou rodando (sem ter bebido).
Dois pontos em comum. Todos os que estavam lá, conferencistas e platéia, tinham algo a ensinar. O segundo aspecto é de que a atitude é que conta. Atitude no momento e não no futuro. O futuro é uma abstração que pode ou não se realizar. Assim ou fazemos agora ou nada feito. Vejamos o caso de Vitor Araújo, pianista pernambucano de 20 anos. Toca como profissional desde os 16 (isso é passado!) e poderia ser chamado de um pianista do futuro. Mas sua atitude é no presente, declamando textos antes de tocar, misturando outros gêneros de música e por aí vai. Ele declarou na entrevista ao Jô Soares que se preocupa mais com a criatividade e e improviso do que com a técnica. 

VEJA AQUI UMA MATÉRIA JORNALISTICA SOBRE O TEDXsp.

MAIS UMA MATÉRIA SOBRE TEDxSP



Escrito por evaldo às 08h42
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TEDxSP

Uma intensa experiência. Uma esperança.
Fundado em 1984 como uma conferência para divulgar as melhores idéias de tecnologia, entretenimento e design, o TED se ampliou e agora chegou ao Brasil.

Existem coisas que quando acontecem parecem obra do sobrenatural. Hoje, sábado, para mim foi um desses momentos. Por meio do Twitter tomei conhecimento da realização do TEDxSP. Trata-se de uma conferência sem fins lucrativos, organizada por brasileiros, com pensadores das mais diversas áreas do conhecimento. Em palestras são de 5 ou 15 minutos os pensadores são desafiados a fazer uma das melhores apresentações da vida deles. O tema da primeira edição do TEDxSP foi "O que o Brasil tem a oferecer ao mundo agora?". 
A viagem a SP valeu demais. Não consigo repetir a emoção que senti. Alguns pensadores e o que disseram:

- Adozolina Kuhlmann, professora desde os nove anos de idade, quando ensinou tabuada a uma colega da sala. Hoje tem 92 e não parou nunca de ensinar. Disse que o Professor é a mais amorosa das profissões porque tem a finalidade de criar a base sólida para todas as outras. Uma das palestras que me fez chorar.
- Augusto de Franco, netweaver. Grande pensador e divulgador das redes sociais como o modelo viável de funcionamento das organizações. Afirmou que cooperação é o resultado de como os seres humanos se organizam.
- Regina Cazé, atriz. Falou sobre a força da cultura marginalizada das periferias. Fez um questionamento interessante: O que é popular? Chamou a atenção para o fato de que a cultura realmente valiosa e popular é muito discriminada mas a sua força vem da periferia. No link no nome dela está o resumo da palestra e as histórias que contou.
- Roberta Faria, jornalista. Com menos de 30 anos já fez o seu primeiro milhão de reais, mas doou tudo ao hospital do Cancer GRAACC. Ela criou a revista Sorria, que é vendida por R$ 2,50 nas farmácias da drogaria RAIA. Como a revista é integralmente custeada por patrocinadores, toda a arrecadação vai para o hospital. A revista, depois de nove edições está entre as mais vendidas do Brasil.
- Ronaldo Lemos, advogado. Mostrou como a periferia se apropria de tecnologia facilmente. Temos no Brasil 2.000 salas de cinemas, 5.000 bibliotecas e mais de 100.000 LAN HOUSE. Sua palestra foi complementada pela abordagem da Regina Casé.
Por agora chega, meu voo está chamando alí no portão 6 do Aeroporto de Congonhas. Depois eu conto mais.

VEJA A RELAÇAO COMPLETA DE PALESTRANTES AQUI.



Escrito por evaldo às 19h08
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Intolerância

A massa é burra
Quem conhece estratégias de massa de manobra sabe que a turba é burra.

Resistí muito a comentar o assunto da estudante Glaisy Arruda, que foi hostilizada na UNIBAN (Universidade Bandeirante) no dia 22 de outubro. Estava de vestido curto. Agora foi expulsa da escola. Era vítima, virou ré. Lendo hoje a nota publicada pela escola em jornais de grande circulação (gastou uma grana com isso), fica evidente a incapacidade em administrar uma situação corriqueira em qualquer escola de adultos. A verdade é que homens e mulheres fazem um jogo permanente de sedução em busca de destaque, de amor e de sexo. Como professor universitário já ví um pouco de tudo. Algumas coisas eu presenciei, outras ouvi de colegas na sala dos professores. Entre os fatos que presenciei: uma aluna que vinha à aula de saia relativamente curta, sentava na primeira fila. Ficava bem à vontade para mostrar ao professor que estava sem calcinha. Outro caso de um aluno, militar da reserva, que vinha  com um revólver dentro da pasta. O curioso é que distribuía balas (doces) para todos. Jogava as balas com força e às vezes feria alguém. Entre as coisas que ouvi, um caso de aluna que assediava o professor (um gaúcho galã) e insistia diariamente que gostaria de algo mais além da sabedoria. Não sei se conseguiu. Não aprovo nada disso mas o ambiente universitário precisa saber lidar com esses fatos de uma forma tranquila. Alguns se espantam com a reação dos alunos no dia 22 na Uniban. eu não me assusto: a massa é burra. O efeito manada torna a todos irracionais, inconsequentes e desmiolados. Isso mesmo, sem miolos. Sem juizo. Cuidado com a turba. E o conselho universitário foi junto. Acabei de tirar a temperatura no twitter (21h32min). Em quatro minutos 347 mensagens contra a medida e uma mensagem defendendo.
Ainda cabe perguntar: Algum professor competente para aconselhar a escola no gerenciamento de crise? Essa escola tem curso de relações com o público, comunicação social, algo assim? 
Uma hipótese que me ocorre é que seja uma atitude destinada a transformar-se num viral. Viral negativo. Até o The New York times publicou a notícia com viés negativo.

 



Escrito por evaldo às 21h13
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Estratégia

O gooooogle sabe mais sobre você do que você mesmo
Nas aulas de estratégia frequentemente faço essa afirmação.

Todos sabem que vivemos sob um big brother global. Tudo o que fazemos é monitorado. Uma das empresas que melhor utiliza os resultados do monitoramento dos seus usuários é o Google. A poderosa da internet é proprietária de inúmeras ferramentas que vão desde o PICASA (fotos/imagens) até o DOCS (uma espécie de Office on line). O GMAIL e o ORKUT são os mais usados no Brasil. Tudo o que fazemos é monitorado e armazenado de tal forma que fica muito fácil saber nossos hábitos, interesses, endereço, renda pessoal e muito mais. Pois agora podemos saber quais informações estão sendo armazenadas pelo big player. Por meio do DASHBOARD você pode saber tudo o que existe a seu respeito. Eu, por exemplo fiquei surpreso ao lembrar que em 2006 tinha publicado um álbum de fotos no PICASA. Estão lá todos os dados do meu orkut, compartilhamento de usuários com o facebook, minhas buscas na internet, contatos de gmail, etc. Como disse meu amigo Carlos Marcio: Transparente e sinistro. Realmente assustador.



Escrito por evaldo às 10h33
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Coaching

Somos compelidos a mudar pela força dos ventos
Mas temos que manter o rumo ajustando as velas.

Na primeira atividade de orientação para COACHING no MBA da  ESAD/DF, discutimos a Gestão da Mudança.
Todos nós somos compelidos a mudar o tempo todo. O ciclo evolutivo a que somos submetidos exige movimentos de expansão e de recolhimento, que formam o que é chamado de epigênese. (sistema ISOR/HOLOS CONSULTORIA).
Esses movimentos são cíclicos e relativamente previsíveis. A previsibilidade dos movimentos de expansão e recolhimento permitem uma visão mais tranquila dos processos de planejamento nas organizações. Normalmente isso ocorre anualmente. No governo os ciclos são de quatro anos. Quando aumentamos nosso nível de consciência sobre a existência desses ciclos e sobre a existência da força do universo atuando sobre nós, fica mais fácil entender e surfar nas ondas da mudança. A natureza é cíclica, anternando movimentos de expansão e de recolhimento como no "dia e a noite" ou as estações do ano. A primavera e o verão são movimentos de expansão. O outono e o inverno são movimentos de recolhimento. A existência desses ciclos se justifica pela necessidade de renovação, de reformulação ou de simples recuperação de energia para prosseguimento da caminhada. Assim uma boa forma de gerenciar a mudança é entender esses ciclos e evitar cair em impasse. Os impasses geram patinação, geram angústia e sofrimento. Após a noite, vem o amanhecer. Mesmo que vá amanhecer chovendo, deixe amanhecer. É preferível um amanhecer sombrio a uma noite prolongada. Prolongar a noite, na gestão da mudança, é permanecer no impasse quando estamos nos reformulando. Algumas questões foram debatidas com os participantes.
- Como você lida com as mudanças constantes na sua vida?
- Como você lida com seus impasses?
- Quais os diferentes ciclos evolutivos que você vive?



Escrito por evaldo às 11h41
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Como acelerar a educação no Brasil? Formando Gerentes.
A formação de professores é indispensável, mas sem gerenciamento os resultados serão pífios

Durante o mês de Outubro tive a oportunidade de ministrar treinamentos à equipe gerencial da CAPES em Brasília.  No decorrer das oficinas práticas, muitas e proveitosas discussões surgiram por conta da necessidade urgente de melhorar a qualidade do ensino no Brasil. Para mim fica evidente que o trabalho da CAPES é indispensável na formação de professores de todos os níveis, com metas arrojadas e com desafios do tamanho do nosso país. Preocupa-me por outro lado o fato de que não se percebem esforços significativos na formação de profissionais de gestão. Esses gerentes devem ser responsáveis por metas de eficiência, eficácia e efetividade, apoiados em modernos modelos de gestão.
A esse respeito a Fundação Victor Civita divulgou os resultados de uma pesquisa conduzida pelo IBOPE onde fica claro que os diretores das escolas públicas estão despreparados e com práticas inaquadas. Vejam alguns dados:
- 98% dos pesquisados não se acham responsáveis pelas notas baixas de seu colégio;
- 90% gastam mais tempo conferindo a merenda do que com a sala de aula;
- 64% não se julgam preparados para o ofício;
- 36% não sabem a nota de sua escola nos rankings oficiais
.
Quanto à formação desses profissionais, mais de 50% cursaram pedagogia ou letras. Como a educação é um setor dominado pelas mulheres, 80% dos diretores dos colégios públicos pesquisados são mulheres.
Todos sabemos que a gestão profissional é necessária em qualquer atividade e por isso precisamos dotar nossas escolas de diretores preparados em administração e modelos de gestão com metas definidas e avaliação permanente de desempenho desses gestores com base nos resultados das suas unidades (suas empresas).
Fonte dos dados: Revista VEJA, 04/11/2009, p. 102



Escrito por evaldo às 12h08
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Lentidão do Governo

Como acelerar o governo? Contratando gerentes.
A velocidade da execução de todas as ações governamentais pode ser acelerada.

Durante a semana ouvimos o Presidente Lula reclamando da lentidão das ações do governo. Falou que o governo precisa ser mais ágil. Em alguns momentos culpou o TCU. Acho importante que o Presidente se preocupe com o "fazer acontecer" pois a efetividade das ações governamentais depende de um adequado planejamento, com impactos claros e de executivos competentes para a execução. Sobre as razões da lentidão governamental existem várias desculpas que vão desde a burocracia imposta por leis anacrônicas até disputas internas pelas diversas composições da base de sustentação política do governo. Quero, entretanto, propor outra forma de olhar a questão. Todos sabemos que o fazer acontecer das organizações depende de três categorias de processos. Os primeiros são os processos finalísticos que se referem às atividades ligadas diretamente à razão de existir da organização, suas atividades-fim e atendimento direto das necessidades do seu público ou clientes. No ministério da Educação, por exemplo, seriam os processos ligados às políticas e estratégias da educação brasileira. Em segundo lugar encontramos os processos de apoio. Referem-se às atividades que são suporte ao funcionamento das organizações como por exemplo gestão de pessoas, gestão de materiais e suprimento de serviços de tecnologia da informação. A terceira categoria se refere aos processos gerenciais. São as atividades de planejamento, organização, direção e controle. Englobam todo o processo decisório e também mensuração e ajuste do desempenho organizacional. Nos órgãos governamentais, de um modo geral os processos finalísticos são executados pelo corpo técnico de analistas e especialistas. Os processos de apoio são facilmente terceirizáveis e também são executados por técnicos. Para essas duas categorias de processos o governo tem realizado concursos públicos, suprindo gradativamente a necessidade de capital humano. Quanto aos processos gerenciais, nota-se evidente lacuna no suprimento de gestores. Foram muito poucos os esforços de contratação de executivos com perfil adequado aos desafios da execução da ação governamental. Não me recordo de mais do que dois concursos recentes para gestores. No dia de hoje (25/10) todos os concursos de órgãos federais com inscrições abertas, num total de vinte, referem-se a cargos para os processos finalísticos e de apoio. Alguém pode perguntar: Qual a razão da não contratação de gerentes no governo? Na minha opinião existem várias, mas fico com uma, por enquanto.A grande maioria dos cargos gerenciais existentes na estrutura governamental são funções de confiança. Normalmente cargos comissionados que vão ser ocupados por indicação e podem ser de pessoas da própria organização ou de fora dela. Os ocupantes são transitórios e duram uma gestão. Os órgãos que conseguem atrair gestores capacitados e comprometidos, fazem acontecer com tranquilidade. Nem sempre dá para esperar muito, pois ocupantes de funções de confiança são pessoas "de confiança" e não necessariamente pessoas com perfil gerencial. Senhor Presidente Lula, vamos contratar mais administradores para o governo? Nas faculdades brasileiras o maior contingente de estudantes de uma única profissão é de Administração.



Escrito por evaldo às 20h59
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Negócios que vão acabar

Os jornais impressos estão em apuros.

Com a Internet, os jornais ainda não encontraram uma forma de sobreviver.

As rupturas dos modelos de negócio são frequentes com o surgimento de  novas tecnologias. Normalmente as tecnologias colocam novos atores empresariais, substituindo os anteriores. Vimos isso com a fotografia digital onde a Kodak e a Fuji cederam seus lugares para Sony, Casio, HP e Canon. As máquinas de escrever foram substituídas pelos microcomputadores e assim por diante. 
E com os jornais? 
Com o surgimento da internet e dos "twitters" os jornais impressos estão buscando novos modelos. O cientista Silvio Meira relata importantes transformações que o jornal THE GUARDIAM está promovendo:
"o guardian resolveu se tornar uma plataforma de programação de informações: publicou uma API [application programming interface, uma interface de programação, na rede]que torna possível manipular tudo o que existe nos bancos de dados do jornal, agora transformado em plataforma de informação na web. isso significa o que, exatamente? quer dizer que qualquer um que entenda a interface de programação do jornal [mudança: jornal como plataforma de programação] pode manipular tudo o que está no sistema [o guardian], utilizando-o como meio para seus fins, construindo aplicações que, por uma ou outra razão, usem a funcionalidade ou a vasta base de dados do jornal."

Na prática significa que o jornal está apostando no potencial do seu estoque de informações e na capacidade que tem de acumular conhecimento. Vai disponibilizar e tentar ganhar dinheiro com isso. Muito interessante, basta saber se vai dar dinheiro.
Fonte: Silvio Meira.  
VEJA MAIS CLICANDO AQUI. 



Escrito por evaldo às 23h23
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Rio 2016 - Primeiras Lições

Olimpíadas no Brasil - O que já podemos aprender com o primeiro round
A América do Sul vibrou com a escolha do Rio. E agora?

Passai a manhã desse sábado revendo as apresentações das cidades candidatas e pesquisando detalhes para a pergunta:
- O que já aprendemos com isso?

As primeiras constatações são de que a emoção venceu a razão. A tese brasileira de que a América do Sul nunca tinha sido sede de uma olimpíada foi levada ao extremo mas sempre com o tempero da PAIXÃO. Fica claro em todas as falas dos representantes brasileiros a intenção de demonstrar um pais sem preconceitos, um pais aberto e sobretudo um país feliz. O momento mais racional foi a fala do Presidente do Banco Central Henrique Meireles para dizer que o dinheiro estava garantido. Para reforçar tudo isso foi chamado um artista da emoção, o cineasta Fernando Meireles. O filme com uma atleta carioca recebendo (já em 2016) atletas e cidadãos de todo o mundo foi toque de mestre. Veja aqui, se você ainda não viu.

O segundo ponto foi o profissionalismo de todo o trabalho. Sabia-se que o jogo era bruto. Não lembro de ter visto em outra ocasião tantos figurões mundiais defendendo explicitamente suas cidades. O Casal Obama, o Rei da Espanha e seu governande maior, o primeiro ministro japonês e o presidente do Brasil nosso Lula da Silva. A estratégia de marketing brasileira, que investiu 52 milhões de reais, contou com o trabalho formiguinha do Sr. João Havelange, com a autenticidade de Pelé, com as energias de Paulo Coelho e por aí vai. Fazendo parte da delegação estavam também vários brasileiros muito conhecidos no exterior como Torbem Grael, Gustavo Kurten (GUGA) e Cesar Cielo. O produtor e mentor de toda a estratégia da apresentação final foi Scott Givens. Givens (ex vice-presidente de entretenimento da Disney) deu o tom da edição dos filmes, definiu os textos dos discursos e treinou os apresentadores. O resultado final foi uma apresentação que forneceu os detalhes técnicos e buscou um tom emocional adequado para o público alvo. O profissionalismo foi tanto que até uma ilha de edição foi montada no hotel da delegação brasileira. O filme final foi sendo editado conforme se percebia o clima da disputa, minuto a minuto. Parabéns Rio de Janeiro. O primeiro passo foi dado.
Indicação: vale a pena também ver um dos clips que foram produzidos. São vários. O meu preferido é esse daqui.



Escrito por evaldo às 12h26
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Cenários

Visões do Brasil no ano 2030
Análises setoriais publicadas pela consultoria Ernst & Yong

A construção de cenários é uma prática extremamente útil para o planejamento das empresas e governos. A consultoria já citada em parceria com a FGV publicaram quatro análises setoriais que trazem algumas projeções muito interessantes:

·             Brasil será o 5o maior mercado consumidor do mundo

·         A classe C passará de 13% para 23% das famílias

·         Norte e Nordeste são as regiões que terão maior crescimento em % de consumo

·         As exportações de manufaturados crescerão a 1,8%/ano, chegando a US$ 183 bi.

·         O Brasil será o 7o maior mercado consumidor de energia

·         O PIB brasileiro crescerá 150%, alcançando US$ 2,4 trilhões

·         Serão formadas cerca de 2,5 milhões de novas famílias por ano

·         Uma nova parcela do mercado consumidor, no montante de R$ 1,893 trilhão, surgirá até 2030. Esse valor se somará ao R$ 1,41 trilhão atual; as classes de renda familiar entre R$ 4 mil e R$ 16 mil serão responsáveis por 47,5% desse adicional, ou R$ 896,8 bilhões a maisde consumo;

·         26,7% do acréscimo de consumo virá com o aumento das despesas com habitação e 12,4%, com serviços de utilidade pública; o aumento da renda e a mobilidade social no país redefinirão o mercado de alimentos, com altas contribuições de comida industrializada e de alimentação fora de casa;

·         será muito pequena a participação do mercado de alimentos in natura no crescimento do mercado consumidor;

·         os mercados de veículos e combustíveis contribuirão com 6,1% do incremento de consumo,participação menor do que a verificada nos últimos dez anos, de 8,5%.

·         Cairá a parcela da despesa familiar com bens de consumo não-duráveis, como alimentos, fumo e bebidas, combustíveis e transportes em geral. Em contrapartida, crescem de forma expressiva as despesas com habitação, saúde e educação.
Tomando como referência as famílias com renda entre R$ 4 mil e R$ 8 mil, nota-se que a evolução da renda total dessa classe terá efeitos maiores no consumo de produtos do segmento de higiene pessoal e limpeza e de serviços de saúde, do que na demanda por mercadorias dos ramos de vestuário e bebidas.

 

Os estudos compõe a série Brasil Sustentável, são abrangentes e estão disponíveis para dowload. Se estiver interessado CLIQUE AQUI.

 



Escrito por evaldo às 21h49
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Poupança

Como planejar sua aposentadoria
O que você acha dessa estória.

Recebi do meu aluno Paul Robert (MBA ESAD), a seguinte estória (ou será história?)

Externamente ao Englnad's Bristol Zoo, existe um parque de estacionamento para 150 carros e 8 ônibus. Por 25 anos, a cobrança do estacionamento era efetuada por um simpático atendente. As taxas eram o correspondente a R$ 2,50 para carros e R$ 12,50 para ônibus. Um dia, após 25 sólidos anos de nenhuma falta ele simplesmente não apareceu.
A administração do Zoo, então, ligou para a prefeitura e solicitou que enviassem outro atendente.
A prefeitura fez uma pesquisa e respondeu que o estacionamento do Zoo era de responsabilidade do próprio Zoo, não dela. A administração do Zoo respondeu que o atendente era empregado da prefeitura. A prefeitura, por sua vez constatou que o atendente jamais esteve na sua folha de pagamento.
Enquanto isso, descansando em sua bela residência em algum lugas na costa da espanha (ou similar) existe um homem que, aparentemente, instalou a máquina de cobrança por sua conta e então, simplesmente começou a aparecer, todo dia, coletando e guardando as taxas, estimadas em R$ 1000 (mil reais) por dia... por 25 anos. Assumindo que tenha trabalhado os 7 dias da semana, arrecadou algo em torno de R$ 12.600.000,00 - quase treze milhões de reais.
E ninguém sabe mesmo seu nome.

Será um flanelinha sofisticado? Aproveitou uma oportunidade? É ético?



Escrito por evaldo às 11h18
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Estratégia

Atuação Global mas estratégia local>
Os desafios das megaempresas globais é atender mercados regionais

As recentes aquisições e incorporações ocorridas na área de alimentos colocaram três empresas brasileiras entre as dez maiores produtoras mundiais. O mesmo caminho que foi seguido anteriormente pela AMBEV agora está sendo seguido pela JBS (Friboi), Mafrig e B.Foods (Sadia+Perdigão). A oportunidade de ganhos de escala e presença mundial traz para cada uma delas a necessidade de entender caracteristicas muito peculiares de cada mercado local onde atuam.
Quais os costumes em alimentação?
Quais as crenças e valores?
Qual o uso que as pessoas fazem dos produtos? 
Essas e outras são perguntas relevantes para o sucesso dos produtos em cada mercado. Os movimentos nessa direção são tão relevantes que facilmente viram notícia e passam a ser estudados pelos especialistas. Um caso de sucesso é o lançamento pela AMBEV da cerveja Brahma Fresh, que foi desenvolvida em 2007 especialmente para o mercado do nordeste brasileiro. Trata-se de uma opção estratégica da empresa global para um mercado local. Isso demonstra que as companhias de bebidas estão preocupadas em desenvolver produtos baseados nas tradições e nos costumes regionais. Segundo fontes da empresa o produto foi desenvolvido a partir de uma pesquisa de campo que indicava a necessidade de um produto que ajudasse os consumidores a suportar o calor intenso da região árida, sem prejuízo do sabor. A conquista do mercado foi marcante, passando de 6% de participação para 20% em várias cidades.
O assunto foi matéria do importante jornal Financial Times de hoje(25/09). VEJA AQUI.



Escrito por evaldo às 10h06
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